O jasmim e certos tipos de lírio florescem
em formato de arbusto e o busto dos governantes,
com o bronze aberto, não é páreo
para o seu garrancho de folhas.
Os roseirais vaporizados vagam espaços
de arcanjos nunca considerados,
pois é preciso um jeito de olhar as flores e entender o
azul,
bem como o cheiro da lembrança crônica entornada nas gavetas
largas,
lavadas de amores caros de Istambul.
O amor evapora como as flores que vão embora
sem nunca deixar a essência original.
Debandam-se para os lados do Nepal.
Evoluem, volteiam. Depois voltam.
Olho de boi estendido no rio mata inveja gorda.
Recolhe-o lavando a roupa a moça de morenas coxas
e guarda-o no bolso da blusa enquanto olha as flores:
- Meu namorado me ama...
A madressilva se confunde com as abelhas.
A água lambe a margem em saudação festeira
e a vegetação tem um jeito escondido,
guardado no verde, mas, ainda assim, acessível.
A cerejeira, efêmera e bela, voa em perfeição
no ritmo do dente-de-leão.
Parece dizer que o rio flui,
que tudo flui sem nunca apagar.
Flui como num sono
que esconde o verde, esconde
a moça,
o amor, as rosas e os jasmins.
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