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sábado, 6 de abril de 2013

Meu amor















A roupa do meu amor é industrial:
polietileno de esperança, plástico verde 
embrulhando torres de flores e,
na manga, o valete de copas. 

Faz o meu amor viagens de comércio
à Via-Láctea e depois, na volta,
imposta-se em seu escritório
revirando coragem e desfiando
polígonos de sentimentos inexplorados.

Ama o meu amor a caneta do minuto manco
alçando voo para dentro de outra visão.

O seu dia-a-dia é misterioso,
metros de gosto exposto onde há mudez,
cidades coloridas, cadeiras mancas de teorias.

Porque a imagem de rio é algo belo
formando uma televisão, meu amor canoeiro
é todo cinema, movimento e estrada
de caráter pulsante formando engenho e coração.


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