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sábado, 1 de junho de 2013

Pequena roda













Amor por dentro,
Saudade que chora.
Campo e tempo em carta:

As lojas do rio em flor.
O motor da pedra
Girando a folhagem nobre.

Morreu um menino n’água.
Foi banhar-se depois da escola,
Foi reinar na água barrenta.

Noites longas. Soluço de mãe.
O menino sumiu num chupão.
Ao terceiro dia ressurgiu dos peixes.

Subiu ao céu num roxo balão
E, de uniforme azul e branco,
Pousou-se anjo nas mãos de Deus.
Cá na terra, os olhos dele viraram abóbora
no cemitério Santa Rita.

Trança rama, trança flor
rodeando cerca e se espraiando.
Na feira, procuram os olhos do menino o paladar
De outros meninos - em flor. 



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