O saco de cereal e os ratos eram convivas.
Trajando um terno bem cortado,
chegou outra vez o homem com a bíblia.
Tão afastado quanto possível das
multidões,
havia ele conquistado pequenas ilhas de
confiança
com a sua palavra de cavalo baio.
Guardava na rouquidão um calor suave que
fazia breves intervalos.
Balançando a cabeça, ele fazia gestos alargados
e
ziguezagueava pelas vendas da vila falando do Apocalipse
para as moças que gostavam de calipso.
Atrás de um arbusto, próximo dali,
havia um gato sarnento
havia um gato sarnento
que dormitava em jornais de outras
palavras,
quase dissolvidas, numa cuba de pedra ao
final da rua.
Ali, Deus também morava sem os grifos de
caneta
esferográfica que destacavam versículos.
Do telhado, alguma coisa vigiava a
todos.
Eram as nuvens brancas que navegam
silenciosas na grande fascinação dos enigmas.
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